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Fato muitas vezes desprezado, a montagem correta do equipamento,
pode ser a diferença entre o sucesso e o fracasso de uma pescaria.
Salvo algumas exceções, os peixes disponíveis em pesque-pague mantém
um padrão de tamanho e variedade, sendo que se pode generalizar,
utilizando um equipamento para praticamente todas as espécies.
De modo geral o pescador pode montar um equipamento de ação média e,
após algumas pescarias, ir adaptando o mesmo, conforme os peixes
proporcionados pelo pesqueiro.
A
montagem de um equipamento de ação média consiste nos seguintes
equipamentos:
Molinetes ou Carretilhas
Com capacidade para aproximadamente 100 metros de linha 0,35 mm.
Varas
Varas de ação média, que comportem linha de 12 a 17 libras, e
comprimento entre 1,80 a 2,30 mt.
Linhas
Linhas monofilamento, 0,35 mm, ou multifilamento, com resistência
conforme a especificada acima.
Anzóis
Anzóis type 3330 - entre 4 e 2/0, ou maruseigo - entre 16 e
22.
Acessórios
Para esta modalidade faz-se indispensável o uso de um passaguá para
facilitar a retirada dos peixes, principalmente se os lagos
apresentarem barrancos altos. Também é bom ter sempre à mão
alicates, anzóis, chumbos e bóias sobressalentes, bem como demais
acessórios particulares a cada pescaria ou espécie pescada.
Para pesca com iscas naturais um suporte para varas é aconselhável,
pois além de ser mais cômodo, mantém o equipamento estático, não
assustando os peixes com balançadas indevidas na linha.
Cuidados
Uma
das primeiras coisas a ser observada antes de começar a pescaria, é
a regulagem da fricção do molinete ou carretilha utilizado. Uma
regulagem rápida consiste em simplesmente puxar a ponta da linha no
equipamento montado. Se a linha sair com muita facilidade você
deverá aumentar a fricção, se a linha estiver muito "pesada" você
deverá diminuir a fricção. Considere o ponto ideal da fricção
quando, ao puxar a linha, puder sentir uma boa pressão porém de
forma que não trave a saída da linha e permita seu rompimento.
Nesse mesmo ato, observe se a ponta da linha, caso seja linha usada,
não está muito "puída" (desgastada). Caso esteja, puxe uma boa
quantia de linha fora do carretel (2 a 3 metros) e verifique
novamente até encontrar linha com bom aspecto, neste ponto corte a
linha e reate a parada daí em diante. Essa observação proporciona
maior segurança no caso de fisgar um peixe de proporções maiores que
as esperadas.
Bóias e chumbos deverão ser escolhidos conforme as espécies de
peixes disponíveis.
Vale lembrar que no caso de algumas espécies de peixe, como por
exemplo o cat fish, entre outros, a pescaria é mais produtiva
quando praticada com a isca no fundo do lago. As demais espécies,
salvo outras exceções, proporcionam melhores pescarias com a isca boiada.
Para saber a profundidade na qual os peixes estão "batendo", pode-se
ir modificando a posição da bóia a cada arremesso até encontrar a
profundidade mais produtiva. |
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